Saturday, June 04, 2005

Soneto que escrevi em tecido e ela perdeu. Resgate internético e intempestivo



Silêncio e receio

Tua beleza provoca silêncio e receio
Os teus olhos assustam enquanto fascinam
Mas quando sorris, uns mil encantos, eu creio
Infrenes se libertam, de ti desatinam!

E nesse instante de fulgente devaneio
És o semblante ao qual olhares se destinam
Contemplando a paz que com a tua graça veio
E a confusão que teus lindos olhos ensinam!

Já sei, Luana, que para te agradar preciso
Conter na boca meus elogios sem juízo
E em meu silêncio tal sentimento profundo

E encantado, incontido, o poeta se atrapalha
Pois se esse impulso louco faz dele um canalha
Ele é sim o maior canalha desse mundo!



Dário Castro

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